sábado, 30 de dezembro de 2017

estou aqui parado vendo se as coisas fazem sentido. ontem fiquei ouvindo matilde campilho falar, com aquele sotaque, sobre dor, lugar da dor, enfim, estou bebendo desde que cheguei. estou olhando pra uma foto sua que tem você sorrindo, ainda de cabelo grande e acho linda essa foto, acho lindo você sorrindo, odeio você balançando os pés, acho engraçado você falando com uma criança, acho sincero seu abraço, acho uma merda isso que está acontecendo agora. estou há dias tentando marcar a porra da minha tatuagem, é uma baleia, por causa daquele poema que criei uma dança, que lhe mostrei, que me afetou e que agora eu só queria um rabo de baleia pra seguir viagem.
você não me atende há dois dias. só porque te contrariei, que na verdade é o que eu faço de melhor. ultimamente não tenho tido paciência pra ser outra pessoa além de mim. não sei se tem a ver com os astros ou qualquer outra coisa, mas finalmente estou sendo o que tenho que ser, nem que isso custe o seu desprezo. no chuveiro penso em algo pra te dizer, algo que eu poderia gritar enquanto você andaria por qualquer lugar, dizendo que se recusa a escutar conversa de gente descontrolada. na real, você se recusa que pense diferente de você. você se recusa que os meus desejos sejam diferentes do seu. pela primeira vez o seu medo não me assusta. antes, qualquer ação sua me tirava do eixo, me fazendo ter falta de equilíbrio, achando que a qualquer momento você poderia ir embora. hoje não mais. veio um no meio dessa trajetória que me fez olhar pra dentro e vi que queria ficar, que ainda saberia ficar e que através disso eu respeitaria a mim, iniciaria a partir dessa catástrofe uma nova jornada nesse negócio que a gente vive, que eu chamo de casamento e você retruca dizendo não ter nenhuma aliança no seu dedo. nessa nova jornada desse negócio que você não diz ser o que é e eu penso diferente fui experimentando coisas novas juntas a ti e outras não, porque meu bem, antes de você, existe eu. eu só, que é capaz de te amar, mas que também é capaz de outras vidas, que existe contigo e sem tigo. ás vezes choro. hoje, na merda do 3212, que demorou uma hora e quarenta minutos pra chegar no devido lugar eu chorei. chorei e pedi ajuda a qualquer força do universo, que me ajudasse a estar inteiro pra qualquer coisa que viesse a acontecer, o mar ou não. que geografia estranha essa no dia 30.

sábado, 17 de junho de 2017

O seu ex me manda lembranças, dizendo que vocês estão se falando enquanto eu trabalho.
Você ás vezes se lembra do meu amante.
Eu ás vezes acordo de madruagada e pulo em cima de você, deixando a fome do meu inconsciente te engolir.
Na livraria que eu trabalho fico pensando nesse fio que nos une.
O seu ex ainda gosta de me atormentar, penso em falar com você ou espero você notar.
Penso muita coisa, mas aí eu durmo, durmo e durmo.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Você vai ter que aprender a viver comigo com essa mancha. Você insiste em me punir diariamente e isso me cansa ás vezes. Acha que eu não percebo o que sente, mas desse jeito você só me expulsa cada vez mais desse nosso universo. Em alguns momentos você se sente como eu me senti. Fica sozinho rodando pela casa, pintando as paredes. Ás vezes penso em lhe dizer que ainda estou aqui, mas sinto que não quer ver, quer me punir e eu vou deixando, vou deixando, mas isso nunca acaba bem. Enquanto isso eu fico torcendo pra que esteja aqui, não no passado, mas aqui.

sábado, 5 de dezembro de 2015

Foi amor desde a primeira mensagem. Até mesmo no dia em que recebi tua mensagem dizendo que não era para lhe procurar mais, sabia que aquilo também era amor. Passaram se muitos dias desde então, acumulando copos de café, lembrando com dor e com carinho de tudo aquilo que foi. Sei que não quer me ver nem pintado de ouro, mas da minha parte sempre foi tudo verdadeiro, até a despedida foi verdadeira. Quisera eu ser uma pessoa que me preocupasse com os outros. Descobri que só me importo com o meu umbigo.

Nesse meio tempo, Amora, a coisa mais linda desse mundo aprendeu a andar. Mas a andar de um jeito muito desajeitado ainda, cambaleando as pernas e nas muitas tentativas caindo sem dó. Mas ela nunca chorou nas quedas, existia um orgulho muito bonito ali.

Desde que nós já não somos nós, eu tenho acompanhado mais Amora, tenho visto as primeiras birras, as primeiras palavras saindo de uma forma muito bonita. Existe muita coragem pra aprender a falar, pra aprender a andar e continuar vivendo. Estou tentando absorver isso dela, desse ser com pouco mais de um ano.

Sinto sua falta, mas quero ser só por um tempo. Era esse mesmo o caminho. Apesar de você ser um grande amor, você também era um abismo sem fim. Mas sempre vou me lembrar com carinho. Você me mostrou quem eu sou. E tenho amado esse ser que você me revelou. Depois de você eu aprendi a me amar integralmente e por isso sempre serei grato a você. O amo!